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Conferência: O processo criativo que alimenta a escrita – evanescências e (im)permanências

Conferência: O processo criativo que alimenta a escrita – evanescências e (im)permanências

Com Hélia Correia, Mário de Carvalho e António de Castro Caeiro

27 de setembro de 2019

Local: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Auditório 1

As Olimpíadas da Língua Portuguesa são um projeto iniciado na Direção-Geral da Educação (DGE), no ano letivo de 2012/2013, em parceria com o Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa (AE Aurélia de Sousa) e a Associação de Professores de Português (APP), tendo em vista incentivar o bom uso da língua portuguesa pelos alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário.

A partir da 3.ª edição da iniciativa, em 2014/2015, a DGE passou a ter como entidades parceiras o Plano Nacional de Leitura (PNL), a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), o AE Aurélia de Sousa e a Escola Secundária de Camões.

No ano letivo de 2015/2016, a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) associou-se à iniciativa, na qual participaram, pela primeira vez, as Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE).

No presente ano letivo, a cerimónia de entrega dos prémios das VII Olimpíadas da Língua Portuguesa incluirá a Conferência subordinada ao tema: O processo criativo que alimenta a escrita – evanescências e (im)permanências, que terá lugar no Auditório 1 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no próximo dia 27 de setembro de 2019, entre as 14:30h e as 17:30h.

A língua é um veículo de transmissão de uma cultura, que deve ser alicerçada em valores democráticos, visando respeitar o carácter inclusivo e multifacetado da escola. Nesta conformidade, as Olimpíadas da Língua Portuguesa constituem um instrumento que vai ao encontro dos pressupostos do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, porquanto permitem desenvolver as áreas de competências que os jovens devem desenvolver para um exercício ativo de cidadania, numa sociedade da informação e do conhecimento.

Com efeito, numa era de globalização, “humanidade” significa comunidade de destino comum profundamente interligada, atenta aos problemas do mundo, à aceleração histórica e à constante transformação.  Logo, a escola habilita necessariamente os jovens com saberes e valores para a construção de uma sociedade centrada na dignidade humana.

Este projeto ganha uma evidência particular, sobretudo no atual modelo de reorganização do currículo e da autonomia e flexibilização curricular, uma vez que as escolas podem construir uma visão pedagógica própria, respondendo aos princípios orientadores e às características dos cidadãos que pretendem formar. Com efeito, a apropriação da língua tem ainda de ser vista “relativamente ao poeta, ao artista, ao artesão, ao cientista, ao desportista, ao técnico – em suma à pessoa concreta que todos somos.” (Guilherme d’Oliveira Martins, Prefácio ao Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória)

Assim, a leitura e a escrita – exercícios humanos complexos - só adquirem verdadeiro sentido se servirem para propiciar um encontro com o outro. Ler e escrever são expressões qualificadas de cidadania.

Em harmonia com o espírito das Olimpíadas da Língua Portuguesa, e na sequência dos textos produzidos pelos alunos premiados, que escreveram sobre o sonho e sobre o conformismo e o inconformismo do Homem, na Conferência, aprofundam-se algumas questões sobre o processo criativo que alimenta a atividade da escrita, tendo como mote a ideia de evanescência e (im)permanência.

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